quinta-feira, 6 de março de 2008

Livre das crises econômicas

Entre todas as áreas da engenharia, a de Alimentos é uma das mais amplas e uma das que oferece mais oportunidades no mercado de trabalho no Estado de São Paulo. Primeiro, porque, nas crises, a indústria de alimentos é a que menos sofre conseqüências; segundo, porque São Paulo congrega indústrias diversificadas, mais consoantes com o desenvolvimento de novos produtos e alinhadas com o mercado internacional. “Dentro desse quadro, em São Paulo o engenheiro de alimentos pode se tornar gerente e, depois, supervisor de setor em apenas dois anos, enquanto em outras regiões esse percurso leva cerca de quatro anos”, diz Gláucia Pastore, diretora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp. Com salário inicial entre R$ 1,3 mil e R$ 1,5 mil, tudo indica que, em pouco espaço de tempo, esse profissional consiga ganhar mais.

A preocupação dos brasileiros com a saúde, hoje, principalmente entre jovens e idosos, leva as indústrias a elaborar cardápios específicos, com baixo teor de gordura e açúcar, acrescidos de nutrientes e vitaminas que garantam a boa forma e previnam doenças. E é justamente nessa etapa que entra o trabalho do engenheiro de alimentos.

Ele é responsável pela criação dos cardápios, sugerindo, também, como devem ser as etapas de produção. O campo de atuação desse profissional é bastante amplo, pois abrange todos os segmentos do setor de alimentação, desde a concepção de equipamentos, das linhas de processo até o estudo dos componentes presentes nos diversos alimentos in natura ou processados e de embalagens adequadas a sua veiculação. No laboratório, ele pesquisa as diversas formas de processamento de carnes, leite, verduras, frutas e cereais, ao mesmo tempo em que executa tarefas ligadas à industrialização dessas matérias-primas. Na fase de produção, esse profissional altera a composição de produtos naturais, reforça seu teor nutritivo e decide qual é o melhor conservante, por exemplo, para cada uso. Pode também atuar no controle de qualidade, fiscalizando o processo industrial e o cumprimento das complexas leis exigidas para a criação de novos produtos. Os laboratórios, porém, não são os únicos campos de emprego. Trabalhar por conta própria pode ser uma boa opção, desde que se tenha conhecimentos mais profundos da área, ou seja, desde que o profissional tenha capacidade de apresentar projetos para as indústrias. Muitos optam por atuar na área administrativa, sugerindo formas de diminuir os custos de produção dos alimentos, sem prejuízo para a qualidade. Nos setor público, há espaço para esse profissional atuar na fiscalização e na análise de alimentos.

Reconhecido pelo MEC em 1971, o curso de Engenharia de Alimentos oferece formação voltada para as tendências de consumo e para o que há de mais moderno em termos de alimentos. Além das disciplinas básicas – matemática aplicada, física, química – estuda-se termodinâmica, nutrição, matérias-primas, microbiologia, entre outras. Algumas escolas compõem o currículo também com administração, estatística e desenho – conhecimentos fundamentais para o domínio da tecnologia de processamento de alimentos.

Duração média do curso: cinco anos

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